Gravuras de um engenheiro e ilustrador que desenhou as ruas e recantos de Córdova nas décadas de 1920 e 1930, como a Mesquita-Catedral, a Judaria ou o pátio do próprio museu.
Sobre o museu
O Museo de Bellas Artes tem a sua origem nas desamortizações eclesiásticas de 1835 e 1868, que levaram uma comissão local a reunir as pinturas dos conventos cordobeses suprimidos. A sua criação ficou registada numa ata de 1843 e foi confirmada por real ordem em 1844. Depois de ocupar várias dependências, em 1862 transferiu-se para o antigo Hospital de la Caridad, junto à plaza del Potro.
O edifício pertenceu a uma confraria fundada no século XIV que assistia doentes e resgatava cativos; a construção original data do final do século XV. Organiza-se em torno de um grande pátio central, com uma escada coberta por uma armadura mudéjar e uma fachada porticada atribuída a Hernán Ruiz, o Velho. A cúpula da sua igreja foi decorada por volta de 1925 por Rafael Romero de Torres Pellicer, filho de Julio. A família Romero de Torres marcou a história do museu: dirigiram-no Rafael Romero Barros e, depois, o seu filho Enrique, e após a morte de Julio Romero de Torres em 1930 abriu-se no mesmo recinto o museu que leva o seu nome, hoje independente e de titularidade municipal.
As coleções cresceram com doações e depósitos, como os da marquesa de Cabriñana, Ángel Avilés, Mateo Inurria, Luis Bea Pelayo e Camacho Padilla. Desde a transferência de competências de 1984, o museu, de titularidade estatal, é gerido pela Junta de Andalucía. Reabriu em 1986 após uma reforma e apresenta hoje pintura, escultura, desenho e gravura dos séculos XIV ao XX, com especial atenção à arte cordobesa.
Destaques
Pintura cordobesa da Idade Média ao século XX
Sala de Mateo Inurria e coleção de escultura
La Virgen de los Plateros, de Valdés Leal
Mal de amores, de Julio Romero de Torres
Coleção de desenhos e gravuras, com os Caprichos e os Proverbios de Goya
Pátio, fachada e cúpula decorada do antigo Hospital de la Caridad
Exposição permanente
Colección permanente – Seis salas, três no rés do chão e três no primeiro andar, que percorrem de forma cronológica a arte cordobesa e renascentista, maneirista, barroca, moderna e contemporânea, com pintura, escultura, desenho e gravura.
Fundação
1843
Entidade gestora
Junta de Andalucía (Consejería de Cultura, Patrimonio Histórico y Deporte)
Direção
José María Domenech Vázquez
Visitantes por ano
cerca de 63 171
Preços dos bilhetes e descontos
Adultos
1,50 €
Grupos
–Os grupos devem reservar com antecedência na plataforma de reservas da Junta de Andalucía e não podem exceder 25 a 30 visitantes. As visitas individuais não requerem reserva.
Entrada geral: 1,50 €. Entrada gratuita para cidadãos da União Europeia acreditados.
Acessibilidade
Parcialmente acessível em cadeira de rodas
Elevador: sem informação
Casa de banho adaptada: sem informação
Estacionamento para pessoas com deficiência: sem informação
Cães de assistência permitidos: sem informação
Maquetas táteis / recursos táteis: sem informação
Visitas guiadas em língua gestual: sem informação
Materiais em leitura fácil: sem informação
Audiodescrição: sem informação
O museu indica que o acesso para pessoas com mobilidade reduzida só é possível no rés do chão.
Biblioteca com mais de 10.000 volumes de história da arte, oficina de restauro e arquivo; o museu não tem loja.
Eventos e aluguer de espaços
O museu não publicou informações sobre este tema.
Planeie a sua visita
Visitas guiadas
não
Audioguia
não
Programas para escolas
sim
Informações úteis
O museu não oferece audioguias nem visitas guiadas próprias. Publica um programa de atividades educativas para o ano letivo e folhetos para descarregar em espanhol, inglês, francês e italiano. As salas são renovadas por rotação dos fundos, pelo que alguma obra pode não estar exposta.